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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Líder do governo no Senado diz que mensalão terá 'impacto político'


Eduardo Braga disse que governo vai trabalhar 'pauta construtiva' no Congresso durante o julgamento do caso

Folha Online  
Eduardo Braga alerta para influência do julgamento do mensalão nas eleições de outubro
Eduardo Braga alerta para influência do julgamento do mensalão nas eleições de outubro
O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AP), admitiu nesta quarta-feira que o julgamento do mensalão terá "impacto político" para o Palácio do Planalto e, também, nas eleições municipais de outubro.
O senador disse que o governo vai trabalhar uma "pauta construtiva" no Congresso durante o julgamento, numa tentativa de reduzir os impactos do julgamento sobre o Palácio do Planalto.
"Vamos enfrentar [o julgamento] com a mesma estratégia que adotamos na CPI do Cachoeira e em outros temas. Vamos trabalhar uma pauta construtiva no Congresso. Reconhecemos que haverá impacto político. Mas nossa agenda será dentro do que o país precisa", afirmou.
Braga se reuniu na manhã desta quarta-feira com a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) para discutir a agenda de trabalhos do Congresso no segundo semestre e traçar uma estratégia de contraponto ao mensalão.
O senador confirmou que a presidente Dilma Rousseff vai fazer um anúncio de medidas na área econômica que vão "impactar a construção de um momento mais robusto" ao país paralelamente ao julgamento do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), que começa amanhã (2).
"O cidadão comum tem a agenda econômica ou do mensalão como prioridade?", questionou.
Sobre os impactos nas candidaturas do PT e aliados nas eleições de outubro. Braga disse que somente após a votação será possível medir se houve influência do julgamento. "Há diversas variáveis que podem impactar a eleição. A população acompanha o que está acontecendo no país e vai tomar sua decisão soberana."
RECESSO
Em relação às prioridades do governo no "recesso branco" do segundo semestre no Congresso, o líder disse que a determinação é votar as medidas provisórias do programa Brasil Maior.
"Isso dá aceleração importante para obras financiadas pela Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia) e Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste)", disse.
Braga afirmou que há acordo com a oposição para a aprovação das MPs, por isso não prevê "dificuldades" para a sua aprovação. Mas disse não esperar que outros assuntos entrem em pauta na semana que vem, como o projeto que estabelece como 50% o percentual de cotas para alunos de escolas públicas ingressarem nas universidades federais.
O Congresso vai realizar somente duas semanas de votações em agosto, outras duas em setembro e outubro, para que os senadores possam se dedicar às eleições municipais. 

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