Eduardo Braga disse que governo vai trabalhar 'pauta construtiva' no Congresso durante o julgamento do caso
Folha Online
O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AP), admitiu nesta quarta-feira que o julgamento do mensalão terá "impacto político" para o Palácio do Planalto e, também, nas eleições municipais de outubro.
O senador disse que o governo vai trabalhar uma "pauta construtiva" no Congresso durante o julgamento, numa tentativa de reduzir os impactos do julgamento sobre o Palácio do Planalto.
"Vamos enfrentar [o julgamento] com a mesma estratégia que adotamos na CPI do Cachoeira e em outros temas. Vamos trabalhar uma pauta construtiva no Congresso. Reconhecemos que haverá impacto político. Mas nossa agenda será dentro do que o país precisa", afirmou.
Braga se reuniu na manhã desta quarta-feira com a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) para discutir a agenda de trabalhos do Congresso no segundo semestre e traçar uma estratégia de contraponto ao mensalão.
O senador confirmou que a presidente Dilma Rousseff vai fazer um anúncio de medidas na área econômica que vão "impactar a construção de um momento mais robusto" ao país paralelamente ao julgamento do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), que começa amanhã (2).
"O cidadão comum tem a agenda econômica ou do mensalão como prioridade?", questionou.
Sobre os impactos nas candidaturas do PT e aliados nas eleições de outubro. Braga disse que somente após a votação será possível medir se houve influência do julgamento. "Há diversas variáveis que podem impactar a eleição. A população acompanha o que está acontecendo no país e vai tomar sua decisão soberana."
RECESSO
Em relação às prioridades do governo no "recesso branco" do segundo semestre no Congresso, o líder disse que a determinação é votar as medidas provisórias do programa Brasil Maior.
"Isso dá aceleração importante para obras financiadas pela Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia) e Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste)", disse.
Braga afirmou que há acordo com a oposição para a aprovação das MPs, por isso não prevê "dificuldades" para a sua aprovação. Mas disse não esperar que outros assuntos entrem em pauta na semana que vem, como o projeto que estabelece como 50% o percentual de cotas para alunos de escolas públicas ingressarem nas universidades federais.
O Congresso vai realizar somente duas semanas de votações em agosto, outras duas em setembro e outubro, para que os senadores possam se dedicar às eleições municipais.
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